Marketing médico: como posso divulgar minha clínica ou consultório sem esbarrar nas regras do CFM

Manter a agenda cheia ou obter uma demanda de serviços compatível com sua possibilidade de prestação é um dos objetivos de todo profissional liberal. Embora a captação exija divulgação, no caso do marketing médico é fundamental ficar atento às especificidades desse segmento.

É importante destacar que a atividade médica deve ser exercida com o devido respeito às normas éticas e ao decoro exigido da profissão. Assim, é importante conhecer e saber como aplicá-las, para não cometer infrações que prejudiquem sua imagem ou resultem em penalidades.

Quer saber que regras são essas e quais as formas de publicidade médica permitidas? Então, continue a leitura!

Canais utilizados para o marketing médico

Existem diversos meios que permitem a captação de clientes, tanto no mundo on-line quanto no off-line. Assim, o médico pode aceitar convites para dar entrevistas, participar de painéis, escrever artigos e colunas para jornais e revistas, entre outras possibilidades.

Porém, ele também pode fazer o marketing médico de maneira ativa. No próprio manual de publicidade do Conselho Federal de Medicina (CFM), existem regras para veiculação de cartazes, folders, folhetos, panfletos, outdoors, busdoors, letreiros, totens, banners, entre outros.

Nos últimos anos, esse arsenal de publicidade ganhou o reforço dos veículos digitais. Assim, sites, blogs e redes sociais se tornaram meios importantes para estreitar o relacionamento entre médicos e pacientes. Também é possível anunciar seus serviços por meio de recursos como links patrocinados no Google e Facebook Ads.

Vantagens de realizar o marketing médico nos canais digitais

Embora todas essas opções estejam disponíveis, nossa experiência mostra que o marketing digital é o carro-chefe de cases bem-sucedidos. Isso se deve a algumas razões:

  • o marketing digital possibilita a comunicação direta com o público, que inicia um relacionamento de confiança com o médico;
  • facilita a abordagem em diferentes momentos da jornada do consumidor, permitindo a divulgação de conteúdos adequados para o topo, meio e fundo do funil de vendas;
  • permite a segmentação de público, que é fundamental para realizar campanhas assertivas;
  • apresenta um custo mais baixo quando comparado ao marketing tradicional;
  • as métricas mostram rapidamente quais são as iniciativas que garantiram melhores resultados, permitindo que o orçamento seja direcionado para ações semelhantes.

Como não esbarrar nas normas do CFM

O CFM estabelece normas que devem ser utilizadas para a publicidade médica on-line e off-line. Por isso, é essencial conhecê-las e aplicá-las corretamente. Assim, a imagem construída junto ao público será adequada, e também não haverá risco de sanções.

Existem diversas regras estabelecidas pelo CFM. O manual de publicidade médica prevê tanto princípios gerais quanto regras específicas, como a proporção da fonte utilizada para impressão das informações sobre o médico.

Entre os principais princípios, podemos destacar a linguagem informativa, e nunca sensacionalista. Embora o médico possa ter diversas especialidades, ele pode divulgar no máximo duas, que devem ser devidamente registradas no CRM.

A utilização de imagens dos pacientes é vedada, exceto na apresentação de trabalhos científicos e com o consentimento da pessoa. Enfim, não se permite o uso de termos promocionais ou distintivos como “único”, “melhor” ou “mais eficiente”, ou quaisquer outras que denotem superioridade técnica.

Essas são apenas algumas das principais normas referentes ao marketing médico. Por isso, para não correr riscos, muitos profissionais buscam agências especializadas, que têm a expertise necessária para a produção e divulgação de material compatível com essas regras.

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